Nova raspadinha do património “é um erro”. CES teme “promoção de injustiça social”

Erro na Raspadinha Património: A nova raspadinha veio levantar problemas já existentes na nossa sociedade, desde o casino às apostas desportivas, o jogo não escolhe idades nem estatutos. Para alguns, torna-se apenas um passatempo, para outros um vício tão grave ou mais que o álcool e o tabaco. Por outro, há que perceber também que este jogo, a raspadinha, remonta desde 1974 e sempre esteve incutido na nossa sociedade. Então porque que só agora surge esta preocupação?

Francisco Assis, líder do Conselho Económico e Social (CES), vem agora alertar para os possíveis riscos socioeconómicos e de saúde mental que os jogos de sorte, como neste caso a raspadinha, têm para os portugueses. O mesmo, ainda considera que é um erro avançar com a raspadinha do Património (Lotaria do Património Cultural), que porventura é uma parceria entre o Ministério da Cultura e a Santa Casa da Misericórdia e foi colocada à venda esta semana.

Todos sabemos que a chegada do Covid acarretou vários problemas económicos, deixou famílias e empresas totalmente descalças. No entanto, sabemos também, que 80% da população que precisou de apoios neste âmbito ficou de fora. Será que isto tudo é culpa das raspadinhas?

O isolamento social e o vício do jogo sempre houve em consequência dos jogos. E como tal, compreende-se que nesta altura e nesta situação que nos encontrámos, haja mais indivíduos a tentar a sorte, mas quem nunca? Acaba por ser uma esperança e ao mesmo tempo algo mais certo que as promessas do governo.

Erro na Raspadinha Património : Mas afinal é isto tudo verdadeiro?

Em contrapartida a esta preocupação e segundo um relatório da Santa Casa, as apostas caíram 16% em tempo de pandemia. Por isso, é visível que a população tem sido mais cuidadosa no que diz respeito às suas economias.

Francisco Assis, em declarações à TSF, defende ainda que a nova lotaria não devia avançar; “Neste momento, tudo o que signifique avançar mais com a raspadinha, tendo em consideração os indícios claramente existentes, constitui um erro”. Afirma que a raspadinha “consta do Orçamento de Estado”, mas a decisão de criá-la tomou-se “já há algum tempo”; e que “nessa altura, provavelmente, não haveria tanta noção dos perigos que estão associados à prática deste jogo”.

Com estas afirmações acima, resta questionar: Será que só ele teve agora noção dos perigos do vício do jogo? Creio que não seja necessário um diploma à Sócrates para se saber sobre tal assunto.

Segundo a TSF “O Conselho Económico e Social está de tal forma preocupado com os efeitos socioeconómicos que a promoção destes jogos de sorte pode representar para os portugueses. Deste modo pediu um estudo sobre os perigos da raspadinha.” Compreende-se que Francisco Assis esteja no poder há pouco tempo, mas visto do nosso lado (do povo português), esta não é maior preocupação socioeconómica que Portugal atravessa.

Há que olhar para a devastação que o Covid deixou, ao obrigar o comércio no geral a fechar; para o ataque constante aos reformados e aos pensionistas no corte dos rendimentos de uma vida inteira de trabalho; e nas qualificações desperdiçadas da nova geração, levando milhares de jovens a emigrar para fugirem ao desemprego e à miséria. Não é agora que o erro na Raspadinha Património vai tornar isto pior!

Será que há mesmo motivo de preocupação?

“O que nos levou a avançar com a realização desse estudo é o facto de haver indícios muito claros de que estamos perante um gravíssimo problema social. Bem como um gravíssimo problema de saúde mental, que afeta já uma parte não despicienda da população portuguesa. Evidentemente que isto nos preocupa”, defende Francisco Assis. “Há um risco real para a saúde mental de alguns portugueses e para a situação socioeconómica de muitos mais”, reforçou.

Por este motivo, para o presidente do CES, “financiar seja o que for a partir deste jogo”, caso a investigação que está a ser feita confirme estas preocupações, constitui “a promoção de um ato de clara injustiça social”.

Para terminar este assunto, sobre a investigação sobre o impacto que os jogos de sorte e azar têm sobre a população, ressalvo o facto das verbas que irão ser utilizadas para levar isto a cabo. Será que os mesmo já pensaram em dar um melhor uso a esse investimento? Uma vez que nos encontramos no meio de uma crise económica, seria importante canalizar o suporte financeiro para situações mais relevantes para o povo português. Nada que vocês desse lado já não saibam, mas cada vez mais tornam-se ridículas as “preocupações” dos verdadeiros senhores do poder.

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Erro na Raspadinha Património: Perguntas Frequentes

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Prémios de valor igual ou inferior a €150 serão pagos em qualquer revendedor de raspadinhas, enquanto prémios de valor superior a €150 serão feitos por transferência bancária.

Quanto tempo demora a receber o prémio por transferência bancária?

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Tenho de pagar impostos para receber o prémio da raspadinha?

Depende do valor do prémio. Contudo, se no caso de ser premido até 5000 € está isento de imposto. No entanto, se for superior a 5000€ o imposto a cobrar é de 20%. Por exemplo, se o prémio for de 10 000€ vai receber 9 000€. Isto porque do valor total 5 000€ estão isentos, sendo só taxado 20% do restante prémio.

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